Capítulo 1

Como estou sem assunto, vou contar uma historinha... ela vai ser dividida em capítulos, tá. Não liguem para o jeito como estou escrevendo... é bobinho assim de propósito.



Era uma vez uma menina (eu tinha que começar assim, senão não teria graça). Ela e o irmão decidiram que, já que o pai deles não queria comprar um modem, eles juntariam a mesada deles para conseguir o equipamento, pois ambos queriam ter acesso à internet (isso aconteceu por volta de março ou abril de 2000).

Essa menina tinha um namorado muito mala, então ela não tinha vontade de sair com ele aos finais de semana (ela já o via todo dia durante a semana mesmo), então ela passava quase o final de semana todo conectada à internet, conversando com seus amigos pelo ICQ ou em bate-papos.

Ela sempre gostou de jogar RPG, mas não tinha com quem jogar, então, adotou como nickname o nome de uma personagem que ela possuia, uma maga de Dungouns & Dragons, chamada Dana. E assim foi, colocou esse nickname em seu ICQ e sempre acessava os chats com o mesmo nick. Na época, ela acessava o chat do Zaz (lembram do Zaz? Agora é Terra).

Até hoje ela lembra-se do nome de seus dois primeiros amigos virtuais. Um deles chamava-se Carlos e usava o nickname Dragon Lord e a outra pessoa chamava-se Valeska e usava o nickname Springgirls.

Certa vez, a Dana (vou chamar ela pelo nick, ok?) estava no Zaz conversando com um outro amigo, o Morbius, e apareceu uma tal de Agnes convidando para um jogo por ICQ. Como nenhum dos dois tinha muito o que fazer, eles aceitaram o convite e foram para uma sala de bate papo pelo ICQ. Chegando lá, havia um outro jogador que não estava no chat, um tal de Duende Verde.

(Continua...)


Rabiscado por Raven às 16h35
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Fotos antigas

Gente, encontrei esses dias um colega do meu antigo estágio. Ele que desenvolveu um sisteminha que usávamos (chamava-se Help.Me) e lá eles colocaram as fotos de toda a galerinha que trabalhava no Help Desk (incluindo eu). Gente, como é legal ver fotos antigas! Essa nem é tão antiga assim, é de 2001, foi tirada logo que entrei para aquele estágio (já saí de lá faz um bom tempo). Gente, como eu estava gordinha!!! Continuo acima do peso, mas não tanto... realmente preciso me controlar...

Mas essa foto também serve para lembrar o pessoal que por trás dos telefones de atendimento por aí existem pessoas comuns, então sejam educados com os atendentes, eles não têm culpa pelos problemas do mundo... estão só fazendo o trabalho deles, tentando ajudar... se demoram para atender o telefone é porque tem muita gente ligando e eles estão desesperados tentando resolver os problemas para diminuir a fila...

Ainda bem que já me livrei desse headset faz um bom tempo!!!


Rabiscado por Raven às 01h12
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Dois patinhos na lagoa - Meu Níver!

Parabéns para mim, nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida!

Eita... 22 aninhos no dia 22... é muito número 2! Mamãe já disse que eu escolho a janta de hoje (escolhi creme de queijo), logo que cheguei ao serviço tinha um e-mail do meu pai (ele nunca me manda e-mails), a galerinha aqui do serviço quis fingir que tinha esquercido do aniversário, ganhei umas trufas da mamãe (acompanhadas de uma bonequinha linda que eu coloquei de enfeite em minha mesa nova). O dia começou muito bem!!!

Mas eu ainda não sei como comemorar... ainda estou aceitando sugestões...


Rabiscado por Raven às 08h56
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Alboom!

Como diria meu amigo DJ Ricardo, tenho que vender meu jabá! Hoje foi o lançamento do 1º Alboom!, o fanzine do Núcleo de Quadrinhos ABRA. Eu não tive tempo de avisar por aqui (tanto que o texto de sexta era um texto descaradamente copiado. Fiquei um pouco chateada coma notícia que estou sem parte da visão do olho esquerdo, mas espero que seja possível corrigir.

Bom, voltando ao assunto... agora vem a parte mais difícil da revista, que é vender. Ela está bonitinha, impressa com papel especial, com 10 histórias de 4 páginas cada. Bom, segundo o "chefe", até dia 31 de julho, ela vai estar em promoção de lançamento, saindo por R$ 3,50. À partir de agosto, se adquirida com um membro do núcleo, é R$5,00, já se for por aí, sei lá com quem, ela sairá por R$7,00. Se alguém se interessar, é só falar comigo, viu (galerinha que mora fora de São Paulo, eu posso dar um jeito de mandar por correio).

Bom, para quem não sabe (ou não se lembra), eu participei desse album dando minhas opiniões e fazendo o roteiro de uma das histórias (vide post do dia 17/06). Esse meu roteiro foi desenhado pelo meu professor, o Maurizio. Essa aí em cima é a capa da revista.

Vamos ver se a galerinha, além de escrever e desenhar bem também sabe vender, né?


Rabiscado por Raven às 00h48
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The Raven

Hoje fui fazer o exame oftalmológico para ver como anda minha visão. Levei um susto... vocês se lembram de quando eu estava reclamando por causa da conjuntivite que peguei? Não era brincadeira não, ela foi muito forte... estou só com 2/3 da visão do meu olho esquerdo .

Certa vez, prometi que colocaria aqui um poema de Edgar Allan Poe chamado "The Raven". Segue a versão em português feita por Fernando Pessoa (bem melhor que a tradução de Machado de Assis).


O CORVO
(Edgar Allan Poe)

Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de algúem que batia levemente a meus umbrais.
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.
É só isto, e nada mais."

Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!

Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isto, e nada mais".

E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.

A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
Isso só e nada mais.

Para dentro estão volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
"Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.
"É o vento, e nada mais."

Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça, Entrou grave e nobre um corvo dos bons
tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,
Foi, pousou, e nada mais.

E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."
Disse o corvo, "Nunca mais".

Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome "Nunca mais".

Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, "Amigo, sonhos - mortais
Todos - todos já se foram. Amanhão também te vais".
Disse o corvo, "Nunca mais".

A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
"Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais,
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais
Era este "Nunca mais".

Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
Com aquele "Nunca mais".

Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
No veludo onde a luz punha vagas sobras desiguais,
Naquele veludo one ela, entre as sobras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!

Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
"Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
A esta casa de ância e medo, dize a esta alma a quem atrais
Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!
Disse o corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
Dize a esta alma entristecida se no Édem de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".

"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
Torna à noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".

E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,
Libertar-se-á... nunca mais!


Rabiscado por Raven às 09h22
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The Raven

THE RAVEN
(Edgar Allan Poe)

Once upon a midnight dreary, while I pondered, weak and weary
Over many a quaint and curious volume of forgotten lore -
While I nodded, nearly napping, suddenly there came a tapping,
As of someone gently rapping, rapping at my chamber door.
" 'Tis some visitor, " I muttered, "tapping at my chamber door -
Only this and nothing more."

Ah, distinctly I remember it was in the bleak December;
And each separate dying ember wrought its ghost upon the floor.
Eagerly I wished the morrow - vainly I had sought to borrow
From my books surcease of sorrow - sorrow for the lost Lenore -
For the rare and radiant maiden whom the angels name Lenore -
Nameless here for evermore.

And the silken, sad, uncertain rustling of each purple curtain
Thrilled me - filled me with fantastic terrors never felt before:
So that now, to still the beating of my heart, I stood repeating.
" 'Tis some visitor entreating entrance at my chamber door -
Some late visitor entreating entrance at my chamber door -
That it is and nothing more."

Presently my soul grew stronger: hesitating then no longer,
"Sir, " said I, "or Madam, truly your forgiveness I implore:
But the fact is I was napping, and so gently you came rapping,
And so faintly you came tapping, tapping at my chamber door,
That I scarce was sure I heard you" - here I opened wide the door –
Darkness there and nothing more.

Deep into the darkness peering, long I stood there wondering fearing.
Doubting, dreaming dreams no mortal ever dared to dream before:
But the silence was unbroken, and the stillness gave no token,
And the only word there spoken was the whispered word, "Lenore?"
This I whispered, and an echo murmured back the word "Lenore!" -
Merely this and nothing more.

Back into the chamber turning, all my soul within me burning,
Soon again I heard a tapping somewhat louder than before.
"Surely," said I, "surely that is something at my window lattice;
Let me see, then, what thereat is, and this mystery explore –
Let my heart be still a moment and this mystery explore -
'T is the wind an nothing more!"

Open here i flung the shutter, when, with many a flirt and flutter,
In there stepped a stately Raven of the saintly days of yore;
Not the least obeisance made he; not a minute stopped or stayed he;
But, with mien of lord or lady, perched above my chamber door -
Perched upon a bust of Pallas just a bove my chamber door -
Perched, and sat, and nothing more.

Then this ebony bird beguiling my sad fancy into smiling,
By the grave and stern decorum of the countenance it wore,
"Though thy crest be shorn and shaven, thou," I said, "art sure no craven,
Ghastly grim and ancient Raven wandering from the Nightly shore -
Tell me what thy lordly name is on the Night's Plutonian shore!"
Quoth the Raven, "Nevermore."

Much I marveled this ungainly fowl to hear discourse so plainly,
Though its answer little meaning - little relevancy bore;
For we cannot help agreeing that no living human beeing
Ever yet was blessed with seeing bird above his chamber door -
Bird or beast upon the sculplured bust above his chamber door,
With such name as "Nevermore."

But the Raven sitting lonely on the placid bust, spoke only
That one word, as if his soul in that one word he did outpoor.
Nothing further then he uttered, not a feather then he fluttered -
Till I scarcely more then muttered, "Other friends have flown before -
On the morrow he will leave me, as my Hopes have flown before."
Then the bird said, "Nevermore."

Startled at the stillness broken by reply so aptly spoken,
"Doubtless," said I, "what it utteres is it only stock and store
Caught from some unhappy master whom unmerciful Disaster
Followed fast and followed faster till his songs one burden bore -
Till the dirges of his Hope the melancholy burden bore
Of 'Never - nevermore.'"

But the Raven still beguiling all my fancy into smiling, Straight I wheeled a cushioned seat
in front of bird and bust and door,
Then upon the velvet sinking, I betook myself to linking
Fancy unto fancy, thinking what this ominous bird of yore -
What this grim, ungainly, ghastly, gaunt, and ominous bird of yore
Meant in croaking, "Nevermore."

This I sat engaged in guessing, but no syllable expressing
To the fowl, whose fiery eyes now burned into my bosom's core;
This and more I sat divining, with my head at ease reclining
On the cushion's velvet lining that the lamp-light gloated o'er
But whose velvet-violet lining with lamp-light gloating o'er
She shall press, ah, nevermore!

Then methought, the air grew denser, perfumed from an unseen censer
Swung by seraphim whose foot-falls tinkled on the tufted floor.
"Wretch," I cried, "thy God has lent thee - by these angels he hath sent
thee Respite - respite the nephente from thy memories of Lenore!
Quaff, oh, quaff this kind nephente and forget this lost Lenore!"
Quoth the Raven, "Nevermore."

"Prophet!" said I, "thing of evil! - prophet still, if bird of devil!
Whether Tempter sent, or whatever tempest tossed thee ashore,
Desolate yet all undaunted, on this desert land enchanted -
On this home by Horror haunted - tell me truly, I implore - Is there - is there balm in
Gilead? - tell me - tell me, I implore!"
Quoth the Raven, "Nevermore."

"Prophet!" said I, "thing of evil! - prophet still, if bird of devil!
By that Heaven that bends above us - by that God we both adore -
Tell his soul with sorrow laden if, within the distant Aidenn,
It shall clasp a sainted maiden whom the angels name Lenore -
Clasp a rare and radiant maiden whom the angels name Lenore."
Quoth the Raven, "Nevermore."

"Be that word our sign of parting, bird or fiend!" I shrieked, upstarting -
"Get thee back into the tempest and the Night's Plutonian shore!
Leave no black plume as a token of that lie thy soul hath spoken!
Leave my loneliness unbroken! - quit the bust above my door!
Take thy beak from out my heart, and take thy form from off my door!
Quoth the Raven, "Nevermore."

And the Raven, never flitting, still is sitting, still is sitting
On the pallid bust of Pallas just above my chamber door;
And his eyes have all the seeming of a demon that is dreaming,
And the lamp-light o'er him streaming throws his shadow on the floor,
And my soul from out that shadow that lies floating on the floor
Shall be lifted - nevermore!


Rabiscado por Raven às 09h20
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Nome: Francine
Idade: 24 aninhos
Níver: 22 de julho
ICQ: 66473066
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Coisas que Gosto: Minha Família, Shadow (cachorro), RPG, leitura, desenho, internet, cinema, photoshop, doces, e um monte de outras coisas, é só perguntar.


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